São muitos, mesmo! Mais de 20 milhões de habitantes, naquela que é a maior cidade da China e uma das maiores do mundo, uma imensidão de pessoas, principalmente na Rua Nanjing onde se concentram as lojas e centros comerciais.

Foi a primeira vez que pedimos um transfer para nos transportar do aeroporto ao hotel porque tivemos algum receio, que se veio a revelar desnecessário. A rede de metro funciona muito bem, com sinalética em inglês, e todas as estações têm elevador e indicações para cadeira de rodas. Assim que o descobrimos, não usámos outro meio de transporte.

A maior parte das pessoas não fala inglês. No entanto, nos espaços comerciais há sempre alguém que fala ou facilita a comunicação. Na rua, quando necessitamos de alguma informação o melhor é recorrer aos mais jovens pois a maioria já fala inglês. As placas das ruas estão, também, em inglês o que torna fácil a orientação através de mapas.

Mesmo perto do nosso hotel ficava a zona de City God ou Chenghuang Miao, onde se encontram o Yuyuan Garden e Bazzar. Não visitámos o jardim pois, pelo que vi, não tinha bons acessos para a cadeira de rodas dada a quantidade de degraus. Andámos, então, pelo Yuyuan Bazaar que, como lhe chamou um natural de Xangai que conhecemos, era a “chinatown” de lá. É uma zona turística, com ruas estreitas de arquitectura antiga típica chinesa e lojas, principalmente de produtos chineses, em que se vende de tudo.

De um lado do rio Huangpu temos Puxi, o centro histórico de Xangai, e do outro, Pudong, um dos maiores centros financeiros e comerciais da China. A partir do Bund, a zona ribeirinha de Puxi, podemos apreciar a fachada de prédios de vários estilos como Art Deco ou Neoclassica, da época colonial, contrastando com os arranha céus  de Pudong, no lado oriental, .

Na zona da antiga concessão francesa, podemos andar e esquecermo-nos que estamos na China porque a maior parte das pessoas são turistas ou estrangeiros que lá vivem. Está repleta de lojas e restaurantes ao estilo ocidental e a arquitectura muito europeia remonta ao inicio do século XX.

A passagem por Xangai teve o melhor momento da viagem à China. Deu-se a grande coincidência que durante um dos dias, em que lá estivemos, o meu irmão estar de passagem em viagem de trabalho. A parte melhor foi que conseguimos encontrar-nos no meio de uma das ruas mais movimentadas do mundo, a Rua Nanjing. Claro que foi ele que nos encontrou pois apesar dos milhares de pessoas que por ali passavam eu era das poucas em cadeira de rodas!!

Andar de cadeira de rodas em Xangai não é diferente de qualquer outra cidade europeia pois nas zonas mais recentes está tudo muito adaptado com passeios rebaixados e rampas de acesso aos edifícios. Nas zonas mais antigas tudo se torna bastante mais complicado pois não há acessibilidades.

Não se sente qualquer tipo de intranquilidade em passear na rua, tanto de dia como de noite. É uma cidade muito segura! As pessoas são distantes, mas se pedimos auxilio, revelam-se muito prestáveis.

Seguimos para Pequim de comboio. Fizemos a reserva e o pagamento dos bilhetes via internet, no site Ctrip, e recolhemos os bilhetes na estação, antes da viagem, tendo corrido tudo muito bem.

Para se conseguir fazer a reserva pela internet há que ter o passaporte em dia.

Escolhemos primeira classe de Xangai Hongqiao para Beijing South por uma questão de conforto pois as carruagens eram mais espaçosas e o número de passageiros bastante mais reduzido.

Ficámos hospedados no Renaissance Shanghai Yu Garden Hotel que tem uma boa localização e excelente atendimento. As adaptações do quarto estão muito bem conseguidas porque permitem que nos desloquemos com todo o à vontade dada a sua amplitude. O mesmo se pode dizer da casa de banho, onde tudo está concebido para nos facilitar a vida.

JustGo!!

Links úteis:

Tips for Disabled Travelers to China

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