A viagem de barco desde Oslo correu como previsto e atracámos em Copenhaga, de manhãzinha. Cá fora, vários autocarros e táxis à espera dos passageiros e uma carrinha adaptada para pessoas em cadeira de rodas. Isto é o que acontece todos os dias, não levávamos nada marcado e, depois de algumas peripécias, lá consegui entrar na carrinha e seguimos rumo ao hotel. Deixou-nos o mais perto possível já que a paragem oficial ficava um pouco mais longe. Começou bem a estadia de uns dias na capital da Dinamarca!

É uma cidade plana onde não tive qualquer problema para andar sem ajuda. O único cuidado a ter é não levar com nenhuma bicicleta em cima e não nos colocarmos no seu caminho, o que não é fácil! É uma cidade muito acessível e gostei do primeiro impacto!

O bom gosto impera nesta cidade ou não fosse a Dinamarca o país do design. Quando falamos de design não estamos a falar só de produtos, mas também de design urbano encontrando uma cidade bem estruturada e planeada para as pessoas.

O porto de Nyhavn, com os seus prédios coloridos, é o ponto mais característico de Copenhaga juntamente com A Pequena Sereia, saída da fábula de Hans Christian Andersen.

Nyhavn talvez seja o bairro mais popular de Copenhaga com uma grande carga histórica ou, não fosse aqui que os navios descarregavam os produtos que abasteciam toda a cidade e onde foram vivendo os artistas mais conceituados ao longo de várias épocas. Agora, revitalizado, é um ponto de passagem obrigatório.

A Pequena Sereia, que já não é a original pois essa está guardada, só não passa despercebida devido à multidão que se junta à sua volta. Muito perto, aproveitámos para fazer um passeio agradabilíssimo pelo Churchill Park e visitar Kastellet, um bairro muito antigo.

Percorremos a rua Bredgade onde encontrámos uma série de galerias, leiloeiras, lojas de antiguidades e o Museu do Design, Designmuseum Danmark, que visitámos e onde pudemos ver uma exposição sobre o mobiliário dinamarquês ao longo do século XX, com as suas famosas cadeiras.

Por falar em ruas, a Avenida Strøget, a chamada avenida das compras, é uma das ruas pedonais mais longas da Europa, cheia de lojas, que percorremos algumas vezes, mais para ver as montras do que para comprar, claro!

Entrámos no The National Museum onde, entre outras, está patente uma exposição sobre a época Viking, que vale muito a pena ver. O museu encontra-se num palacete datado de 1744 que nos transporta à arquitectura e ao mobiliário dessa época.

Costumo ouvir que os nórdicos são pessoas frias. Pois eu acho que são reservadas e educadas! Não ficam a olhar, não se metem mas agem com naturalidade e, quando nos metemos com elas, reagem de uma forma muito simpática e amistosa.

Será mesmo um dos povos mais felizes do Mundo? Dizem que sim. E têm todo o ar disso! Foi o que nos pareceu, pelo menos nos dias de sol que por lá apanhámos e que os fazia virem todos para a rua.

Um dos dias que passámos em Copenhaga foi o dia da Constituição, o 5 de Junho. Trata-se de um feriado em que se realizam festas de bairro muito concorridas. Foi um dia de sol e de muita alegria em que nos transformámos em Dinamarqueses e nos infiltrámos nas festas como se fizéssemos parte da “família”. E fomos muito bem recebidos! Até nos sentámos e almoçámos com eles, na rua, em jeito de pic-nic.

Espectacular mesmo foi o facto de termos apanhado o festival Distortion que acontece todos os anos em Copenhaga. São cinco dias de música espalhada pelas ruas da cidade. Em cada rua, há um palco e uma festa a decorrer durante o dia onde vai a família toda: os pais, os filhos e até os animais de estimação. E lá fomos nós! Claro que não podíamos perder! Beber, dançar e ouvir música é basicamente o que se passa nas ruas de Copenhaga durante os cinco dias. Os primeiros três dias são para as festas de rua, durante o dia, e de noite as bandas mais recentes estreiam-se nos bares nocturnos. Os últimos dois dias são o ponto alto do festival em que se juntam milhares de pessoas a assistir a concertos de música electrónica. É a loucura total!!

Dinamarca combina com cerveja, o néctar dos Vikings! Foi aqui que nasceu a Carlsberg e outras marcas conhecidas de cerveja mas não podemos deixar a Dinamarca sem tomar uma cerveja artesanal. São muitos os bares que a produzem a partir de ingredientes naturais com os mais variados graus e até sabores.  Nós fomos até à Mikkeller, considerada umas das 20 melhores cervejarias do mundo. Bem, eu fui até à esplanada já que havia degraus para entrar.

Pela primeira vez, ficámos hospedados num hostel, num quarto particular e adaptado. Os Generator são um grupo de hostels espalhados por várias cidades do mundo e apostam no luxo, a um preço acessível. Focam-se no design, estilo contemporâneo e descontraído pois a missão destes hostels assenta na tendencia do Social Travel com a criação de eventos que aproximam os que lá se hospedam e não só. O Generator de Coppenhaga fica num prédio que  foi um projecto de Philippe Starck cujas paredes estão repletas de ilustrações giríssimas de Tim Bjorn e a decoração assenta no tal espírito descontraído. São uma boa opção!

Os dias são muito longos! No verão, não há noites cerradas e, para quem não está habituado, dormir não é fácil pois o dia prolonga-se até de madrugada, não há estores nas janelas, só uns cortinados que deixam passar a luz. O que nos valeu foram as palas para os olhos que tínhamos levado.

Deixámos Copenhaga já com a mente a em Estocolmo, para onde seguimos.

JustGo!!

Ano da viagem: 2015

Links úteis: Visit Copenhagen for disabled

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