Aloha Hawaii!

Era para aqui que eu ia já, de seguida! O Hawaii pode não ter sido o meu destino preferido mas foi uma boa surpresa, e nem sei bem porquê?!

Às vezes, é bom seguir viagem sem estudar o local para onde vamos. Foi o que aconteceu desta vez. Tudo tem uma razão de ser e Waikiki, em Honolulu, foi um dos destinos da nossa viagem de Lua de Mel e, daí, eu não ter tido tempo para me dedicar muito a pesquisar sobre o local.

O Hawaii é constituído por várias ilhas. Honolulu, a capital, é a maior e a mais conhecida cidade do arquipélago e fica na ilha de Oahu, a qual apresenta as atracções mais apelativas para os turistas. Quem não ouviu já falar de Waikiki, Banzai Pipeline ou Pearl Harbor?

Mas, turistas portugueses não encontrámos nenhuns. Eram muito poucos os que escolhiam este destino, facto confirmado pelo simpático barman do nosso hotel, que era brasileiro, e que nos deu uma borla nas espreguiçadeiras da piscina.

As praias fabulosas, para onde fora em anos anteriores, tinham sido todas nas Caraíbas, com dias passados dentro de resorts de onde quase nunca saía. Chegar ao Hawaii e encontrar um ambiente de calor, praia, descontracção, luxo e segurança, tudo em simultâneo, soube-me mesmo muito bem!

No primeiro dia, a primeira coisa que fiz, depois de um dos melhores pequenos almoços que já tive, foi dar um passeio sozinha ao longo da principal avenida de Waikiki, Kalakaua Avenue. O facto de poder sair sozinha e sentir-me em segurança ficou marcado na minha memória.

Cruzei-me logo com a estátua da lenda do surf, Duke Kahanamoku, o pai do surf moderno que continua em Waikiki Beach, sempre com os seus colares de flores ao pescoço, ao verdadeiro estilo hawaiano.

Seguia eu no meio dos meus pensamentos, encantada com o que via,  quando passa uma carrinha por mim e o condutor me faz adeus … bem?! Estão a ver aquela cena em que olhamos para trás para ter a certeza de que é para nós? Foi literalmente assim! Olhei, novamente, e continuava … era mesmo para mim! Agora, como é que era possível eu conhecer alguém no outro lado do mundo? Se fosse agora, ainda podia ser da fama do JustGo mas há dez anos atrás!? LOL

Entretanto, vi no vidro o símbolo de cadeira de rodas e lá percebi que seria alguém que estava nas mesmas condições que eu! Não que eu alguma vez me pusesse a fazer adeus às pessoas que passam por mim em cadeira de roda mas, depois de o conhecer, percebi o porquê! Era realmente o oposto de mim, um daqueles cromos difíceis mas bons de conhecer dada a sua alegria e descontracção! Um pouco sem saber o que fazer, lá esperei que saísse da carrinha para, pelo menos, o cumprimentar.

Vinha com uma amiga para o ajudar, pois ia fazer surf!! Era tetraplégico. Sim, agora já não é surpresa para mim mas, naquela altura, foi a primeira vez que vi. Falámos um pouco sobre Portugal, ele era de Nova Iorque, mas já ali vivia há uns anos, explicou-me o que ia fazer e como. Fiquei para ver, foi um momento muito agradável que continuo a recordar com simpatia.

Waikiki é um bairro muito concorrido e com muita agitação, principalmente por noivos asiáticos, japoneses e chineses, que se vestem a rigor, como se fosse o dia do casamento, apenas para tirar fotografias. É todos os dias e a toda a hora!

É tudo muito limpo e organizado. Encontramos lojas de marca, restaurantes e resorts por todo o lado pois há um grande poder de compra o que justifica a abundância de lojas de luxo. Foi aqui que entrei, com as minhas rodas, numa loja da Prada com alcatifa branca!! Entrei apenas para ver, claro, e para deixar a minha marca!!

A partir de Waikiki pode ver-se o vulcão Diamond Head, extinto há milhares de anos, com a sua cratera enorme onde foi criado um Parque Natural e um miradouro com uma vista privilegiada sobre Honolulu. Não fui lá e, pelo que percebi, não é um caminho fácil que duvido que seja adaptado.

Bem, mas a ilha é de uma beleza natural estonteante pelo que alugámos um Mini amarelo e partimos numa road trip à sua descoberta. A paisagem que nos acompanhou tinha dois tons: verde e azul turquesa. 

As montanhas escarpadas, de origem vulcânica, são espectaculares e seguiram-nos grande parte da viagem.

Em North Shore, passámos por praias paradisíacas como Banzai Pipeline ou Sunset Beach. O mar estava flat, e nada de ondas de 30 metros. Isso, só mesmo no inverno, quando acontecem os famosos campeonatos de surf de ondas gigantes.

Quantos filmes não vimos nós sobre o ataque a Pearl Harbor? O ataque surpresa dos japoneses à base Naval Americana marcou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Grande Guerra Mundial. É possível visitar o museu, no submarino USS Bowfin,  e um memorial construído sobre o navio USS Arizona afundado durante o ataque. Existem, ainda, outras atracções sendo estas as principais. Segundo o site oficial, toda a área é acessível a pessoas com mobilidade reduzida.

Eu sei que é um lugar comum mas não posso deixar de falar do pôr do sol do Hawaii, que faz parar tudo e todos. É, realmente, um lugar privilegiado para assistir a este espectacular fenómeno. Não o vou classificar como o mais bonito do mundo, se é que isso é possível, mas que foi um lindíssimo momento, isso foi!

Claro que trouxemos umas típicas camisas de flores hawaianas para oferecer e, não sei porquê, nunca as vi em ninguém!!

Waikiki é um local muito acessível. Na altura, apesar de ter ido a banhos, não vi nenhuma praia com condições de acessibilidade, mas, já lá vão uns anos e, agora ao pesquisar, encontrei este link com alguma informaçãoBeach Wheelchair Access.

O único ponto negativo foi, mesmo, a gigante viagem de regresso. Para lá, como estivemos uns dias em Nova Iorque, a viagem foi repartida o que fez com que não fosse tão difícil. Agora, para cá … quase doze horas de Honolulu até Nova Iorque, mais sete de espera, a dormir nos bancos do aeroporto, para apanhar o avião até Lisboa. Foi esgotante e levei mais de uma semana a recuperar.

Recordo esta viagem com muito carinho pois, além de ter tido o significado de uma Lua de Mel, o Hawaii é um destino muito descontraído e agradável.

Pode não ter sido a que mais gostei mas surpreendeu-me pela positiva e terá sempre um lugar especial na minha memória.

JustGo!!

Ano da Viagem: 2010

Links uteis:

Site: Go Hawaii.

Site: Hawaii Aloha Travel.

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