Este Verão decidimos visitar a Islândia!

Foi o que fizemos, em Agosto, depois de uma paragem de uns dias em Dublin.

Quando escolhemos um destino já sabemos ao que vamos pois, antes de partir, lemos muito, pesquisamos sobre o que queremos ver e visitar e ouvimos os testemunhos de quem já lá foi. No entanto, como nas críticas dos filmes, não há nada como o nosso olhar, o nosso sentir e a nossa visão das coisas.

Em tudo o que li sobre a Islândia apenas encontrei descrições de deslumbre e, confesso, parti com algum receio de ter expectativas muito altas sobre este destino. Lá, percebi que é muito difícil transmitir o encanto deste país pois são paisagens de grande beleza e muito diferentes daquelas a que estamos habituados.

Fizemos o que todos fazem e alugámos um carro para percorrer uma pequena parte da ilha, o circuito mais famoso do país, o Golden Circle que consiste num percurso de 300km que começa e termina em Reykjavik, passando por vários pontos de interesse. Como queríamos ver os icebergues, prolongámos um pouco mais e seguimos até Jökulsárlón.

Fomos em Agosto e que, pelo que li e comprovei depois no local, não é a melhor época para visitar o país. Nesta altura os preços aumentam pois é época alta e a de maior afluência de turistas. No entanto, como não aguento muito o frio e como não posso aproveitar a maior parte das actividades na neve e no gelo, optei por ir nesta época.

A sensação com que fiquei é que este é um país muito diferente consoante a estação do ano em que o visitamos.

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Islândia: Verão ou inverno?

No Verão, podemos circular mais à vontade sem a dificuldade da neve. Podemos apreciar a paisagem deslumbrante, escondida no Inverno pela neve. Podemos sair e apreciar cascatas, cataratas, glaciares e muito mais…

No Inverno, as atracções são outras. Uma delas e que tive muita pena de não assistir é o fenómeno das auroras boreais que a luz do verão dificilmente deixa ver.

Nesta estação podem fazer-se visitas às cavernas do gelo o que não é permitido no Verão por se tornar inseguro. O verde é substituído por um manto branco que, com certeza, trará outra beleza, principalmente, para quem não está acostumado a isso.

Há que ponderar aquilo que mais nos interessa e escolher qual a melhor altura do ano para visitar este país.

Alugar carro a melhor opção!

Na Islândia, alugar um carro e partir à aventura é a melhor opção, no entanto, no Inverno há que ter alguns cuidados ao conduzir na estrada com neve. No caso de não se sentirem muito à vontade, existem muitas empresas que proporcionam tours feitos à medida de cada um. Alguns com soluções para pessoas com mobilidade reduzida.

Levávamos o carro já reservado antes de partir. As empresas de aluguer encontram-se perto do aeroporto mas, para lá chegar, a melhor opção é um expresso que vai directo. Isto se não tiverem a mesma sorte que nós! … Perguntámos a uma senhora qual a melhor maneira de o fazer e, no mesmo instante, prontificou-se para nos levar.

Aceitámos! Felizmente era um jipe onde coube tudo: nós, as malas e a cadeira de rodas! Insistiu que ficasse no carro enquanto foi com o F. levantar as chaves e levou-nos, depois, ao nosso carro a poucos metros de distância. É tão bom quando nos cruzamos com estas pessoas!

Seguimos para Reykjavik onde ficámos uma noite.

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Reykjavik

Chegámos a Reykjavik já da parte da tarde e saímos para conhecer a cidade apesar do frio que se sentia e para o qual já íamos mentalizados. Mesmo assim, custou a adaptação, principalmente, porque fazia muito vento.

Já fui prevenida e levei dois casacos quentes para ir variando ao longo dos dias mas o que aconteceu é que andei todos os dias com os dois vestidos, um por cima do outro, nem sei como!

A tarde já ia avançada mas, como era verão, tivemos luz até bem tarde pelo que deu, ainda, para aproveitar.

Era domingo e algumas ruas estavam fechadas ao trânsito, facilitando o passeio pelo centro da cidade. A maioria das pessoas que por lá andavam eram turistas, como nós, que entravam e saíam das lojas, quase todas de produtos típicos da Islândia. Eu confesso que o fazia, principalmente, para me ir aquecendo já que, para comprar … , os preços não eram nada convidativos!

As ruas do centro têm alguma inclinação e muitas lojas têm degraus à entrada. No entanto, o piso é liso e os passeios quase de nível sem grande dificuldade para quem se desloca em cadeira de rodas.

Fomos seguindo pelas ruas, entrando nalguns cafezinhos muito agradáveis onde reparei existir o cuidado de haver alguma forma de os tornar acessíveis com elevadores ou rampas.

Até que chegámos ao Harpa, o magnífico edifício do centro cultural e social de Reykjavik. Trata-se de uma obra contemporânea,  fantástica, que ganhou já vários prémios de arquitectura e que vale a pena visitar. É toda feita em aço e vidros coloridos que, de dia, reflectem a cidade e as montanhas e de noite se iluminam dando um efeito lindíssimo.

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Muito perto, seguindo pela costa, parámos na escultura em aço, de Jon Gunnar que parece um Barco Viking, mas não é. O Sun Voyager é o “barco dos sonhos” e simboliza a esperança. Situando-se mesmo em frente ao Monte Esja, é um dos pontos mais fotografados da cidade proporcionando enquadramentos fantásticos. 

Já era tarde, estávamos perto do hotel, cansados e gelados pelo que fomos dormir.

Não foi a cidade mais bonita que visitei mas é diferente daquilo a que estamos habituados. É uma cidade fria mas cheia de alegria, conhecida pelas suas casas coloridas, onde até os telhados são às cores. A arte de rua está muito presente e transmite-nos a ideia de uma cidade jovial.

É também nesta cidade que se concentra a maioria da população do país. Calhou chegarmos num domingo que é o dia em que menos gosto de andar nas cidades. E este, especialmente, estava muito apagado, quase não se via ninguém nas ruas e havia muito pouca animação o que, segundo li, não é comum.

No dia seguinte, além do frio, entre 7º a 10º graus de máxima, faziam-se sentir rajadas de vento fortíssimas o que potenciava, ainda mais, a sensação de frio.

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Foi esta conjugação que não me deixou visitar Hallgrímskirkja, uma Igreja luterana e a mais conhecida da cidade devido à sua arquitectura, tendo-se tornado uma das imagens de Reykjavik.  Foi inspirada numa cascata e é o edifício mais alto da cidade, com 74,5mReservámos o último dia para a visitar mas não tive coragem de sair do carro. Confesso que estava desanimada!

Alojamento

Ficámos hospedados no Fosshotel Reykjavík, um hotel simpático e muito bem localizado. Tem quarto para pessoas com mobilidade reduzida e, no caso de não haver banco de apoio para o duche, há que solicitá-lo na recepção.

Existe um lugar de parqueamento para pessoas com mobilidade reduzida muito próximo da entrada do hotel.

Reykjavik não surpreendeu mas foi uma cidade que gostei de conhecer e, principalmente, gostei da descontracção das pessoas. O melhor estava para vir…, a nossa road trip pela Islândia!

JustGo!!

Ano da viagem: 2019

Links úteis:

Informações sobre acessibilidades na Islândia

Informações sobre o estacionamento para pessoas com mobilidade reduzida

Agência de viagens com tours acessíveis. Não usei os serviços de nenhuma agência, mas o dono desta é paraplégico  o que dá alguma confiança de um bom serviço.

Site de assistência especial do aeroporto.

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