Finalmente, uma ida ao Porto!

Fui algumas vezes ao Porto mas nunca em passeio. Há muito que o planeávamos e aconteceu num fim de semana prolongado, de Abril.

O objectivo era fazer uma passagem pelo Douro que acabou por não se efectuar dado o pouco tempo de que dispúnhamos. Fica para uma próxima vez! em breve, espero!

Fomos de carro mas, durante o dia, optámos por deixá-lo no estacionamento do hotel e sair à descoberta, como é hábito. Para baixo, todos os santos ajudam, e íamos “a pé”!

O primeiro grande problema com que me deparei foram os passeios pois não estão rebaixados mas sim rampeados. Claro que, com a minha freewheel, não tive muita dificuldade em descê-los mas subi-los nem sempre foi fácil. Alguns eram bastante inclinados e impossíveis de subir sem auxilio e são assim ao longo de toda a cidade, pelo menos nos percursos que realizei, principalmente, desde a zona da Casa da Música até à zona ribeirinha.

No final do dia, fazíamos o regresso ao hotel de metro que tem acessibilidades garantidas a pessoas com mobilidade reduzida e que se desloquem em cadeira de rodas.

Consultem o site oficial do Metro do Porto para mais informações porque é um meio de transporte muito útil e muito fácil de usar.

Aproveitámos para fazer a ligação entre a Batalha e a Ribeira no Funicular dos Guindais, uma viagem muito agradável com uma vista privilegiada sobre o Douro. Construído em 1891 e recuperado pelo Metro do Porto encontra-se equipado com elevador para quem se desloca em cadeira de rodas ou tem dificuldades de locomoção.

O passeio pela Ribeira é obrigatório! Património Mundial da UNESCO, uma zona muito bonita repleta de edifícios antigos, de traça típica da cidade,  e onde se encontram muitos hotéis, restaurantes e bares pelo que não é de estranhar a quantidade de turistas que por aí se encontram, o que aliás acontece em todo o centro histórico da cidade.

Passámos a ponte D. Luís I até Vila Nova de Gaia localizando-se ai as caves do vinho do Porto e onde se pode também apreciar uma bonita vista do Porto.

No dia seguinte, voltámos de carro para visitar, então, uma das caves. Optámos pela Casa Taylor’s, por conselho de um amigo que trabalha na área. Realmente, não estava à espera mas tinha uma casa de banho muito bem adaptada! Pelo que nos disseram, tivemos algum azar porque o dia da nossa visita coincidiu com um dia anormal em número de visitantes e, como aceitaram todas as inscrições, a visita de uma hora resumiu-se a meia hora. Já o valor, a pagar, não teve alterações! Devido ao número de pessoas, e sendo a maioria estrangeiros, informaram-nos que a visita seria apenas em inglês, o que para mim foi indiferente uma vez que não consegui ouvir uma única palavra do que foi dito, pois não consegui chegar à frente.

Claro que não podíamos deixar de passar por Serralves, uma visita muito agradável. Para comprar o bilhete que dá acesso ao Museu, existe uma fila à parte para pessoas com prioridade. É possível, tanto no piso térreo como no superior, visitar a exposição do Miró, que está na Casa Serralves, sendo que o elevador é muito pequeno e no caso de alguma cadeira de rodas não conseguir entrar existem, como alternativa, cadeiras do museu, à medida da porta. Ninguém precisa de deixar de visitar a Casa e o Museu que têm todas as condições para serem visitados por todos.

Foi no Museu, durante a visita, que o Fernando encostou a minha freewheel à parede, para descer a outra sala, e qual não é o meu espanto quando dou por um turista chinês a apreciar a roda como se fosse uma peça da exposição!!!

Não passeámos pelo parque de Serralves porque começou a chover na altura mas existe um percurso definido, especialmente elaborado para cadeira de rodas. Podem encontrá-lo no site da fundação, aqui.

Depois de vários amigos meus, que não se conhecem entre si, sugerirem o mesmo restaurante, não pudemos deixar de ir jantar ao Traça, na Rua das Flores. Hesitei porque o restaurante não está adaptado em nenhum sentido. Quando entramos, só tem uma mesa com bancos altos e as outras duas salas são acessíveis, apenas, por escadas, o que obrigou a que tivessem que “carregar comigo”. Claro que casa de banho adaptada não há! Mas a refeição foi maravilhosa e, como existe a hipótese da esplanada, sugiro a visita.

Claro que, felizmente, existem imensas opções de restaurantes adaptados como, por exemplo, o Flow, onde fomos por acaso, e em boa hora. É um restaurante muito bonito, adaptado, tanto na entrada, como no acesso à sala e na casa de banho. Ah, a comida é óptima!

Não é uma cidade plana e, por isso, nada fácil para quem vai em passeio e se desloca em cadeira de rodas!! Mas valeu a visita porque é uma bela cidade. Ficou, ainda, muito por descobrir e espero voltar em breve!

Ficámos hospedados no Hotel da Música, uma excelente opção. Fica localizado no Mercado do Bom Sucesso sendo um espaço muito giro e com um ambiente muito agradável. O quarto adaptado estava funcional, sem falhas a apontar. Tive direito a um mimo  e tudo! Como perceberam que fazia anos, quando chegámos ao quarto no final do dia, tínhamos duas fatias de bolo e vinho do Porto à nossa espera!! Muito obrigada! adorámos!

JustGo!

Porto 2017
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